III domingo do Advento - ano A
3º Domingo do Advento – Ano A
Isaías 35, 1-6a.10; Salmo 145(146); Tiago 5, 7-10; Mateus 11, 2-11
14 de dezembro de 2025
Pe. João Ladeira A. Soyepia, SVD
Caríssimos irmãos e irmãs,
Hoje estamos a celebrar o terceiro domingo do Advento, sinal claro de que cada vez mais estamos próximos do Natal, da vinda do único Salvador do mundo, Jesus Cristo. Neste domingo, o tema é a alegria antecipada pelo nascimento de Jesus. Nos alegramos porque Jesus nos traz libertação, cura e restauração, convidando todos à esperança e à conversão, mesmo diante de dificuldades e desafios.
As palavras da Escritura, especialmente hoje, dão-nos indicações claras sobre a alegria que vivemos nesta celebração.
Na primeira leitura, a profecia de Isaías nos diz: Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio. Germinem e exultem de alegria e de louvores. É uma indicação de paisagens tristes, para que despertemos para a verdadeira alegria.
Na segunda leitura, a carta de São Tiago exorta-nos a sermos pacientes e firmes até a vinda do Senhor, usando o agricultor como exemplo de espera paciente. Mas também nos encoraja a não reclamarmos uns dos outros, para não sermos julgados. Eis que o juiz está às portas.
No evangelho de São Mateus, ouvimos que João Batista, ao ouvir falar na prisão das obras de Cristo, mandou-lhes dizer, pelos discípulos: "És Tu Aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?" É uma pergunta provocante, mas era para que ouvíssemos a verdade dos lábios do Mestre.
Ao ouvirmos e meditarmos nessas leituras, que lições podemos tirar para a nossa vida, especialmente neste tempo de espera pela vinda do Messias?
Claramente vemos João Batista nos despertar para algo fundamental na nossa vida cristã. Prisão pode ter várias conotações: o lugar físico onde temos nossas restrições, bem como as lutas constantes que o nosso interior pode ter ou carregar, aquela escuridão que não nos permite ver o que está por vir ou o que está além.
Entre dúvidas e incertezas, João Batista pede aos seus discípulos: ide ver se é o Messias ou não. Tais dúvidas, cada um de nós também às vezes as tem. Portanto, o crescimento espiritual ajuda-nos a compreender que Deus é sempre maior do que pensamos e imaginamos; as suas obras são incalculáveis; o seu agir é sempre diferente; supera as nossas expectativas. Continuemos, pois, a procurar Deus e a nos converter à sua verdadeira face. Na dúvida e na inquietação, voltemos a procurar Deus e a interrogá-lo; assim, o descobriremos.
Que a alegria que vivemos hoje seja contagiante, especialmente para aqueles que perderam o sentido da vida por diversos fatores. Que, com a vinda de Jesus, tudo se restabeleça e voltemos a ter uma vida nova, de esperança e futuro melhor. Continuemos, pois, invocando: "Vem, Senhor Jesus."
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