Sexto domingo do tempo comum - ano A

                                             Sexto domingo do tempo comum – ano A

Eclesiástico 15,16-21 (15-20); Salmo 118(119); 1 Coríntios 2,6-10Mateus 5,17-37

15 de fevereiro de 2026

Pe. João Ladeira A. Soyepia, SVD

 

Caríssimos irmãos e irmãs,

Com este domingo, concluímos um ciclo do Tempo Comum e preparamo-nos para iniciar, na próxima quarta-feira de Cinzas, o tempo santo da Quaresma. A Igreja convida-nos a entrar num caminho de conversão, de revisão de vida e de regresso sincero a Deus.

Durante a sua vida pública, Jesus Cristo fez-nos uma exigência clara e profunda: o amor. Um amor verdadeiro que não se limita a palavras, mas que se manifesta em atitudes concretas.

Como olhamos para o nosso irmão e para a nossa irmã no dia a dia? Construímos ou julgamos? Aproximamos ou afastamos? Curamos ou ferimos com as nossas palavras?

A Palavra de Deus, hoje, recorda-nos que somos livres, mas também responsáveis. Deus confia-nos a liberdade e, com ela, a missão de escolher o bem. Não somos chamados a viver na crítica constante nem na condenação dos outros, mas a superar tudo isso com um coração renovado.

O plano de Deus para o mundo é dom, não conquista humana. É um mistério de amor que nos foi revelado plenamente em Jesus. Esse plano ultrapassa a nossa sabedoria e as nossas forças. Por isso, não se trata de confiar apenas em nós mesmos, mas de acolher, com humildade, a graça que Deus nos oferece.

Jesus pede-nos uma mudança interior. Não apenas gestos exteriores, mas também conversão do coração. A Quaresma que se aproxima é precisamente esse tempo favorável para rever atitudes, purificar intenções e fortalecer o amor.

Que cada um de nós se pergunte:
– Como posso ser mais paciente com a minha família?
– Como posso ser mais justo no meu trabalho?
– Como posso ser mais fraterno na comunidade?

O mundo precisa de cristãos que vivam o amor com coerência. A Igreja precisa de testemunhas, não apenas de palavras.

Que levemos connosco esta exigência fundamental: amar a Deus com todo o coração e amar o próximo como a nós mesmos. Que este seja o nosso compromisso, hoje e sempre.

 

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Dear brothers and sisters,

This Sunday, we mark the end of Ordinary Time and get ready to enter the sacred season of Lent on Ash Wednesday. The Church invites us to start a journey of transformation — to honestly reflect on our lives and return to God with sincere hearts.

During His public ministry, Jesus clearly and consistently asked one thing of us: love. A genuine love that goes beyond words and shows itself through tangible actions.

How do we look at our brothers and sisters in daily life?
Do we build up or do we judge?
Do we bring others closer, or do we push them away?
Do we heal, or do we wound with our words?

Today, the Word of God reminds us that we are free — but also responsible. God entrusts us with freedom and the mission of choosing what is good. We are not called to live in constant criticism or condemnation of others. Instead, we are called to overcome such attitudes with a renewed and humble heart.

God’s plan for the world is a gift, not an achievement of humans. It is a mystery of love fully revealed in Jesus Christ. This plan exceeds our wisdom and strength. Therefore, Lent is not about relying solely on ourselves, but about humbly accepting the grace that God offers us.

Jesus calls us to inner transformation—not just outward actions, but a genuine change of the heart. The upcoming season of Lent is a special time to reflect on our attitudes, cleanse our intentions, and deepen our love.

Let each of us ask:

– How can I become more patient with my family?
– How can I be more just in my work?
– How can I become more supportive in my community?

The world needs Christians who consistently demonstrate love. The Church needs witnesses, not just words.

Let’s hold firmly to this essential commandment: to love God with all our heart and to love our neighbor as ourselves. May this be our commitment today and throughout the Lenten journey ahead.

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