XXXII domingo do tempo commun - ano C/2025 - Festa da basílica de Latrão
XXXII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Festa da Dedicação da Basílica de Latrão
9 de Novembro de 2025
Pe. João Ladeira A. Soyepia, SVD
Caríssimos Irmãos e Irmãs,
Ao celebrarmos o trigésimo segundo domingo do tempo comum, somos convidados a fazer memória da festa da dedicação da Basílica de Latrão, catedral de Roma. Neste dia, nossa reflexão recai sobre o significado da Igreja. Dizemos sempre que a Igreja é a casa de Deus, onde nos reunimos, como seus filhos e filhas, para louvar, glorificar e agradecer ao nosso Deus, Pai e todo-poderoso. Afirmamos sempre que somos a Igreja de Cristo, as pedras vivas do templo do Senhor. Povo em marcha para a casa do Pai, com Cristo, amigo e irmão.
Na primeira leitura da profecia de Ezequiel, o profeta nos diz que um homem fez-lhe voltar até a entrada do templo, e eis que saía água da sua parte subterrânea na direção leste, porque o templo estava voltado para o oriente; a água corria do lado direito do templo, ao sul do altar. Aqui está a descrição da forma como nos é apresentado o presbiterado e de como orientamos as nossas súplicas a Deus, estando no templo. Orações vivas que elevam todo o nosso ser a Deus.
Na segunda leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, Paulo pergunta: Acaso não sabeis que sois o santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Em resposta, Paulo diz que, se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois, o santuário de Deus é santo, e vós sois esse santuário. É uma graça que recebemos de Deus e somos chamados a preservá-la.
No evangelho de São Lucas, ouvimos que Jesus foi ao templo e encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas, além dos cambistas sentados aí. Fez um chicote de corda e expulsou todos do templo. Mais adiante, Jesus pediu que não fizessem da casa do seu Pai uma casa de comércio.
Ao refletirmos sobre as três leituras, perceberemos que a palavra templo é mencionada, embora São Paulo tenha usado a palavra santuário. Imagino que, à medida que fomos crescendo, a ideia que tivemos de igreja era de um edifício grande e bonito, com torres imponentes; um lugar de encontro entre amigos e amigas; um espaço agradável de estar, porque encontramos sossego e paz. Mas, com o tempo e adquirindo maturidade cristã, vamos nos apercebendo de que o verdadeiro templo é a humanidade; somos nós, nos quais Deus revela, fala e se deixa encontrar; os verdadeiros adoradores de Deus, que não são guardas do templo material, aqueles que exercem cargos e responsabilidades na comunidade, mas, sim, os que adoram a Deus em espírito e em verdade. Lembrai-vos de que sois santuário; portanto, deveis valorizar e considerar, pois sois povo em marcha para o encontro no grande santuário.
Que nos levantemos para construir a Igreja, que muitas vezes se encontra fragilizada por causa do egoísmo, da ganância, e onde, às vezes, queremos fazer da casa de Deus uma casa de negócios, de fofocas e de inveja.
Que construamos a Igreja de Cristo, onde nos reunamos para juntos, crescermos na fé e no amor que Cristo nos deixou como legado. Que a palavra de Deus continue transformando a nossa vida, para que os alicerces da nossa Igreja permaneçam fortes, e que nada de baixo nos abale.
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