Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo - ano C

                             Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo – Ano C

2 Samuel 5, 1-3; Salmo 121(122); Colossenses 1, 12-20; Lucas 23, 35-43 

23 de Novembro de 2025

Pe. João Ladeira A. Soyepia, SVD

 

Caríssimos Irmãos e Irmãs,

Neste domingo, a Igreja celebra a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, que, por sinal, é o último domingo do ano litúrgico. Esta solenidade tem um aspecto escatológico, apontando para o fim dos tempos, quando o reinado de Jesus será estabelecido em todo o seu firmamento, até os confins do mundo. Dizia o Papa Paulo VI, no final, que Cristo virá de volta em glória para julgar os vivos e os mortos, e que a história da salvação terminará quando Ele estabelecer o seu reino sem fim. A pergunta que continua a ser pertinente é: que tipo de reinado estamos a celebrar?

Escutando e meditando a palavra de Deus, poderemos encontrar a resposta certa sobre qual reinado estamos a celebrar. Poderemos nos aperceber de que o reinado que celebramos não é de um chefe que controla e domina tudo e todos, aquele que não se preocupa com os outros e por eles, especialmente com aqueles que sofrem. Mas é Jesus que claramente nos é apresentado nos evangelhos.

Na primeira leitura do segundo livro de Samuel, ouvimos que todas as tribos de Israel vieram encontrar-se com Davi em Hebrom e disseram-lhe: "Estamos aqui; somos teus ossos e tua carne. E fizeram-lhe recordar os tempos passados de como eram tratados. Mas o Senhor dá uma direção diferente, afirmando que Davi apascentará o povo e será o seu chefe. Imagine que não foi dito 'dominar', mas sim 'apascentar'. Esta é a forma certa de um rei: estar ao serviço e acompanhar.”

Na segunda leitura da carta de São Paulo aos Colossenses, São Paulo, mais uma vez, nos faz lembrar que Deus nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino do seu Filho Amado, por quem temos a redenção e o perdão dos pecados. Sabeis que o perdão não é algo fácil de dar nem de receber. Vemos gente que nem consegue perdoar por pequenas coisas. E até uns fazem juramento de que nunca perdoariam esse ou aquele.

No Evangelho de São Lucas, a questão que se levantou é: Se a outros salvou, salva-se a ti mesmo. Perante toda a divergência, Jesus responde àquele que reconheceu seu reinado: "Hoje estarás comigo no paraíso.”

Olhando para a nossa sociedade, o rei é o todo-poderoso que domina, controla e manda em todos e em tudo. Como sempre dissemos, tem a faca e o queijo na mão. Aquele que está preocupado em neutralizar os outros para reinar melhor. Jesus aparece para mostrar como deve ser a atitude de um rei por meio de ações concretas. Apresenta-se como um rei – servo cravado na cruz pelos poderosos; adornado apenas com cravos e espinhos, despojado de tudo, mas rico de amor. Nunca disputou grandeza, mas mostrou-se estar para todos e para tudo. Não fazia distinção entre pessoas, mas esteve sempre de braços abertos para acolher a todos. Este é o rei que celebramos hoje e a quem todos somos convidados a ter como inspiração e exemplo a seguir quando assumirmos um cargo de liderança, especialmente ao sentir empatia por aqueles que sofrem.

Que hoje, ao celebrarmos a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, tenhamos os braços abertos para acolher a todos, especialmente aqueles que sofrem, os pobres e suas fragilidades. Que Cristo Rei vença e reine!

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