Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos – Ano C
2 de Novembro de 2025
Pe. João Ladeira A. Soyepia, SVD
Caríssimos Irmãos e Irmãs,
Ontem celebramos a solenidade de todos os santos, com os devidos louvores a todos os filhos e filhas que se alegram no céu. Hoje, a liturgia convida-nos a recordar os fiéis defuntos. Queremos interceder diante de Deus pelas almas de todos os que nos precederam, marcados com o sinal da fé e que agora dormem na esperança da ressurreição, bem como por todos os defuntos desde o princípio do mundo, cuja fé só Deus conhece. A fim de que, purificados de toda a mancha do pecado, sejam associados aos cidadãos celestes para poderem gozar a visão da felicidade eterna.
A nossa recordação não é feita com tristeza, como a de quem não tem esperança. Pelo contrário, fazemo-lo num espírito de fé e esperança, sabendo que os fiéis defuntos participam na ressurreição de Cristo e vivem em comunhão connosco.
Na primeira leitura do livro de Jó, em voz alta, Jó diz: “Eu sei que o meu redentor vive e que, por fim, se levantará sobre o povo, e, após terem destruído esta minha pele, na minha carne verei a Deus." Devemos ser homens e mulheres de fé e esperança, acreditando que a última palavra vem de Deus. Independentemente da situação ou realidade que enfrentarmos, seja ela boa ou má, Deus estará ao nosso lado. O nosso Deus é vivo e presente todos os dias de nossa vida.
Na leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, Paulo afirma que é preciso que Deus-Pai reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Com efeito, Deus pôs tudo debaixo de seus pés. Deixemo-nos guiar por Deus, por meio de sua palavra, para deixar de lado o que não nos leva a estar próximos de Deus.
No Evangelho segundo São Lucas, Jesus diz que devemos ser como homens que estão esperando o seu Senhor voltar de uma festa de casamento. E mais além, convida-nos a estarmos preparados, pois o Filho do Homem chegará na hora em que menos o esperardes. A prontidão remete-nos a não sermos surpreendidos; portanto, vivamos de acordo com o evangelho, pois assim saberemos viver em conformidade e estaremos prontos para o momento em que o Senhor nos chamar para junto dele.
Acreditemos sempre que somos passageiros neste mundo e que saibamos viver dos ensinamentos de Deus e da Igreja. A morte é uma realidade que ninguém de nós pode negar. A morte não é a última palavra sobre o destino humano, porque o homem está destinado a uma vida eterna, que encontra a sua raiz e o seu cumprimento em Deus. Por isso, a morte deve ser vista como uma luz que nos guia ao longo das nossas vidas para que as nossas decisões sejam sempre sábias e justas, levando-nos a incorporar as bênçãos.
Acreditemos que, ao visitarmos um cemitério, sintamos que é um lugar de descanso, onde pobres e ricos estão a repousar, mas também que estão à espera do derradeiro despertar. É Jesus quem nos acordará. Então, viva bem enquanto estiver na Terra. Pois Jesus mostrou-nos que a morte do corpo é como um sono do qual Ele nos acorda.
Que saibamos cuidar do cemitério e das campas onde repousam os irmãos e irmãs que nos precederam, e que demos valor à oração de sufrágio pelos defuntos, pois eles estão próximos de nós.
Que Maria, nossa mãe, nos conforte na peregrinação quotidiana na terra, nos ajude a nunca perder de vista a meta derradeira da vida, que é o paraíso. E nós vamos em frente com esta esperança que nunca desilude.
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