XXVIII domingo do tempo comum - ano C/ 2025
XXVIII Domingo do Tempo Comum – Ano C
12 de Outubro de 2025
Pe. João Ladeira A. Soyepia, SVD
Caríssimos Irmãos e Irmãs,
Hoje a Igreja celebra o Vigésimo oitavo domingo do tempo comum. Neste domingo somos convidados a reflectir sobre “agradecer”. No domingo passado reflectimos sobre servir e fomos lembrados que servir é um acto de oferecer algo de si em benefício do outro. Hoje ao falarmos de agradecer partimos do princípio de reconhecer um bem feito por outra pessoa, é manifestar gratidão, render graças. Agradecemos em forma de dança, batendo palmas pois manifestamos gratidão por aquilo que recebemos ou fomos agraciados.
Vivendo numa sociedade em que os valores da boa convivência se vão perdendo, a palavra de Deus vem precisamente para nos dizer que é possível ainda resgatar tais valores perdidos.
Na primeira leitura do segundo livro dos Reis, ouvimos que depois de ter mergulhado sete vezes na água como lhe foi orientado por Eliseu a carne do general Sírio tornou-se como a de uma criança e ficou purificado. Como gesto de gratidão, o general diz que agora reconhece que em toda a terra não há outro Deus senão o de Israel. Por isso ele pede que Deus aceite um presente seu.
Na leitura da segunda Epistola do Apóstolo São Paulo a Timóteo, Paulo afirma que se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; Se O negarmos também Ele nos negará; Se Lhe formos infiéis, Ele permanece fiel, porque não pode negar-se a si mesmo. A disposição e a entrega esta em nossas mãos. Deus continua presente em nós, mas muitas das vezes negamos esta presença para dar espaço naquilo que não nos eleva.
No Evangelho segundo São Lucas, nos foi dito que aquele que se viu curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e prostrou-se de rosto em terra aos pés de Jesus, para lhe agradecer. Simples gesto, mas significante porque lhe foi restituído o bem precioso que estava a perder, que era o convívio entre os seus. Assim ele mostra gratidão.
Olhando pela sociedade em que nos encontramos a palavra obrigado já não existe em nossos muitos dicionários da vida. Não sabemos dizer o simples obrigado em reconhecimento do bem que a outra pessoa nos faz. É fruto da falta de educação e valores cívicos de convivência. São virtudes que se vão perder. Mas uma coisa é certa as boas prácticas devem partir de nossas casas onde os primeiros princípios da boa convivência são ensinados. Mas a verdade deve ser dita, se não temos estes valores de boa convivência, também não poderemos ensina-las. Pois, tudo que a rua nos vai ensinar, seja bom ou mal vamos aprendendo. É fruto da ausência de berço, legado.
A palavra Obrigado, por favor, desculpa ajudam a construir o carácter da pessoa e em abandonar as más prácticas de convivência. Mas se nós adultos, em nossas casas não práticamos aquelas três expressões, o que esperamos daqueles que crescem no nosso meio? O obrigado, por favor e desculpa devem-se começar a praticar em casa.
Que saibamos pois agradecer pelos benefícios e graças que recebemos de Deus. Deus nos cura, purifica e nos salva. Ele nos trás de volta para a boa convivência entre irmãos e irmãs. Que aprendamos a dizer obrigado, por favor e desculpa em todos os momentos e circunstância da nossa vida.
Que o Senhor através da sua palavra abra os nossos corações para que continuemos a agradecer e glorificar a Deus pelos benefícios que recebemos dele. Em tudo dai graças!
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