XXVI domingo do tempo comum - ano C

                                               XXVI Domingo do Tempo Comum – Ano C

28 de Setembro de 2025

Pe. João Ladeira A. Soyepia, SVD

 

Caríssimos Irmãos e Irmãs,

Hoje a Igreja celebra o Vigésimo sexto domingo do tempo comum. Neste domingo somos convidados a reflectir sobre “a partilha”. No domingo passado reflectimos sobre a solidariedade e demos destaque na empatia. Hoje ao falarmos da partilha falamos em dividir ou repartir algo com alguém. É dar do nosso muito ou pouco aqueles que nada têm. É deixar de lado a ganância, a corrupção e o egoísmo. 

As leituras de hoje ajudam-nos a olhar sobre atitude daqueles que têm tanto e não partilham, e a reflectir como deve ser o nosso comportamento perante aqueles que nada têm. 

Na primeira leitura da profecia de Amós, o profeta critica da vida luxuosa dos ricos que ignoram os pobres. Mas são advertidos de que Deus não quer que tal situação continue assim, porque é contrário aos princípios de Deus, mas se insistirem o destino será desastroso.

Na segunda leitura da primeira carta de S. Paulo a Timóteo, ouvimos que aqueles que acreditam em Deus e vivem das boas práticas e virtudes, são convidados a combater o bom combate da fé e a conquistar a vida eterna. Pois agindo e vivendo assim deixaram de ser ambiciosos, presos nos bens materiais e muitas das vezes das injustiças.

Já no evangelho de S. Lucas, Jesus fala da parábola do rico e do pobre lázaro, alertando-nos sobre a insensibilidade que muitas vezes temos para com os necessitados. Nem sempre partilhamos do que temos, nem que sobre das nossas mesas. Aqui o episódio relata por um lado um rico desfrutando do melhor e por outro lado um pobre, com feridas, esperando que da mesa do rico caía alguma migalha para que ele se alimente.

Vivemos numa sociedade em que cada dia cresce a insensibilidade e a indiferença. Esquecemos do aspecto comunitário que tanto nos caracterizou, que era do pouco comem todos, se beneficiam todos. Hoje a cultura que vamos desenvolvendo é da insensibilidade que chegamos até ao ponto de tirar os que os mortos deixaram para os seus familiares. Hoje o roubo começa a ser legalizado partindo mesmo em algumas instituições públicas, onde tudo devia ser repartido. Quando perdemos a sensibilidade, perdemos a vergonha, o medo e tornamo-nos mais egoístas. Que vale acumular tantos bens, quando teu irmão, tua irmã, nada têm para o mínimo da vida? Não cria abismo entre os teus irmãos e irmãs. Procura ter um coração disposto a partilha e repartir. Quem mais dá, mais recebe.

Que a palavra de Deus transforme os nossos corações, atitudes para que sejamos mais sensíveis para com os outros e saber dar e repartir com aqueles que necessitam. 

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