XXV Domingo do Tempo Comum – Ano C
21 de Setembro de 2025
Pe. João Ladeira A. Soyepia, SVD
Caríssimos Irmãos e Irmãs,
Hoje a Igreja celebra o Vigésimo quinto domingo do tempo comum. Neste domingo somos convidados a reflectir sobre “a Solidariedade”. Quando falamos de solidariedade falamos que estamos ao lado de alguém, nos identificamos com o sofrimento do outro e nos dispomos o ajudar a solucionar ou amenizar o problema. Muitas das vezes nos falta a solidariedade porque invés do amor colocamos a frente o nosso egoísmo, que nos faz pensar mais em nós e esquecer dos que estão a nossa volta.
As leituras de hoje ajudam-nos a reflectir sobre atitude que cada um vai tomando enquanto cidadão de uma sociedade e por aquilo que é responder de um chamado do ser cristão.
Na primeira leitura o profeta Amós faz uma dura critica aos que compram os pobres com dinheiro e os humildes com par de sandálias. E Deus em defesa dos pobres adverte que nunca mais esquecerá o que eles fizeram.
Na segunda leitura da primeira Carta de São Paulo a Timóteo o Apóstolo pede a comunidade cristã que fizesse preces e orações, súplicas e oração de agradecimento por todas as pessoas. A oração é o oxigénio de todos aqueles que acreditam no único salvador do mundo. Quando rezamos, nos sentimos mais unidos como família, como irmãos e irmãs. A oração traz paz interior, nos faz sermos nós mesmos. A oração nos faz mais unidos a Cristo.
No Evangelho de São Lucas, vemos que Jesus na parábola elogia o comportamento do administrador, mas não a sua atitude de fraudulento. Mencionou a sua esperteza por ter previsto o seu futuro. A nós somos convidados a não seguir esta formula, este método. Outra advertência é que saibamos usar o dinheiro para um bem melhor e comum, que não nos faça distanciar de Deus.
Que lição tiramos depois de ouvir as leituras? Primeiramente nos perguntamos: Como tratamos os que não têm para viver, os pobres, os humildes? Será que os tratamos com dignidade? Daquilo que temos observado nas muitas sociedades, a tendência é sempre aproveitar-se dos fracos, dos sem voz e dos desprotegidos. Mostrar-lhes que não são nada, que não estão no nível daquelas pessoas que têm.
Mas uma coisa é certa, nós não valemos por aquilo que temos, mas por aquilo que somos. Por isso somos chamados a promover a partilha e a solidariedade. Devemos saber olhar cada um como criatura de Deus. Que o dinheiro, os bens materiais não nos fechem os olhos, que não nos façam esquecer os outros, que não nos afaste de Deus. Mas que sirva para um bem comum onde a solidariedade fale mais alto; Onde do que temos partilhamos e solidarizamo-nos com os que não têm.
Continuemos, pois, reflectir, como podemos ser mais solidários nesta sociedade mais individualística, egoísta. Se o amor prevalecer seremos mais solidários, mas próximos um do outro e saberemos partilhar e fazer uma sociedade em que todos somos bem-vindos. Que o Senhor nos fortaleça e nos dê um coração aberto para todos.
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