XXIV do Domingo do tempo comum - ano C/ 2025
XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano C
14 de Setembro de 2025
Pe. João Ladeira A. Soyepia, SVD
Caríssimos Irmãos e Irmãs,
Hoje a Igreja celebra o Vigésimo quarto domingo do tempo comum. Neste domingo somos convidados a reflectir no tema “Compaixão”. O que significa compaixão? Compaixão é um sentimento, é sentir a dor e a angústia do outro, é compreender a situação e o estado emocional da outra pessoa, é amor. Quando praticamos compaixão manifestamos o desejo de ajudar e agir para aliviar o sofrimento, oferecendo disponibilidade e cuidado. Por isso dissemos teve compaixão, é um grande amor em pessoa.
Lendo e escutando as leituras de hoje a nossa reflexão leva-nos a olharmos a Deus que nos ama, garante seguro independentemente das nossas fragilidades. Quando dizemos Deus nos ama, respondemos em todos os momentos e ainda afirmamos que é a sua essência. Isto significa nada nos afastará desse amor se sabermos olhar o irmão, a irmã com amor, com compaixão.
Na primeira leitura do livro de Êxodo, Deus falou a Moisés que descesse depressa porque o povo que tirou do Egipto, corrompeu-se. Perante a situação Moisés acalma o Senhor seu Deus e Deus ouvindo o pedido recua da sua decisão, que era de castigar o povo. Desistindo da decisão do castigo vence a compaixão de Deus. Quantos de nós não ficamos indignados, irados e as vezes mesmo vingativos? Quantos de nós não estamos apenas para destruir a imagem e o bom nome do outro? Aprendamos acolher, a ser misericordiosos, pois estas virtudes estão acima da vontade de condenar e façamos com que cada um volte a ser o povo de Deus.
Na segunda leitura da primeira carta de São Paulo à Timóteo, Paulo fala da sua experiência vivida no passado sendo blasfemo, perseguidor e violento como ele mesmo afirmou. Continuou afirmando que independentemente da tal realidade, alcançou misericórdia, a graça de Deus. Quantos de nós temos essa mesma coragem que teve São Paulo de aceitar e admitir a sua pequenez e vulnerabilidade? O sacramento da reconciliação através da confissão é o momento propício para cada um liberta-se do mal e sentir a misericórdia de Deus com gratidão.
No evangelho de São Lucas, mais uma vez Jesus fala em parábolas. Três parábolas nos são apresentadas: a parábola do pastor que procura a ovelha tresmalhada, a parábola da mulher que procura a moeda perdida e a parábola do pai misericordioso. Essas parábolas são também conhecidas como as parábolas sobre a misericórdia de Deus. O que podemos tirar como lição nestas parábolas? Várias lições, entre elas a humildade, bondade e amor. Se formos humildes deixaremos de parte o nosso orgulho, o não me toques, o desrespeito pelos outros. Mas abraçando a humildade saberemos congregar mais, do que dispersar. Se formos bondosos teremos um coração grande cheio de paz e alegria, generoso e acolhedor. Se pormos em prática o amor que brota do coração, saberemos superar todos os obstáculos que bloqueiam o nosso coração, aquilo que não nos faz ver o bem no outro.
Peçamos ao Senhor que nos dê um coração cheio de compaixão, de amor. Que sejamos promotores de união, comunhão, acolhedores do irmão, irmã. Que façamos aquilo que o Senhor espera de nós, isto é, que nós seus filhos e filhas sentemos a mesma mesa onde reina paz, compaixão e amor.
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